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segunda-feira, 3 de março de 2014

Eu que queria ser Fred Sommer...

Acordar de manhã, fazer tudo e não ir à varanda,
Acordar, levar o seu pensamento a alguém, sem levantar da cama,
Imaginar um milhão de situações, sem despir seu pijama.

Levanta, a mediocridade te espera!
Na sala, no banheiro, na cozinha, aonde quer que vá.
Correm as horas, um aborrecimento aqui e outro lá,
Como escape, pega seu notebook, e esconde-te desta fera!

Ao findar o meio dia, já estás cheio de coisas vazias,
Cheio de hipocrisias, mentiras... mentiras...
Participa de tudo sendo espectador,
Sentado em algum lugar dando vida a esse filme de horror.

Passa-lhe o tempo, escreve uns versos confessos
Que aqui nos parecem sem nexo.
Escreve, reverte, inverte, concerte e não se conserte
Passas-te muito tempo nesse passa-tempo totalmente inerte.

O dia correu, nada aconteceu,
A intensa luz do dia, deu lugar ao breu.
E durante esse tempo sua mente não esteve atenta
Que a vida é curta demais para ser pequena.

Se trocou, deitou, sonhou acordado,
Fez realizações de algo jamais tentado.
Respirou, fechou os olhos e dormiu,
Realizou durante o dia tudo aquilo que a cabeça não pediu.