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domingo, 25 de maio de 2014

E eu que não queria ser metade sem você.

Eu que não queria-te perto, agora não suporto o fato de tê-lo longe. "Tê-lo". Eu que apreciava o desamor,  hoje concordo com os cronistas sobre o amor. E eu que outrora fazia parte da geração da solidão, hoje já não quero estar só.
Se antes, bem antes era apenas eu, apenas convencia-me de que a minha companhia era suficiente, agora é insuficiente estar sozinha. O antes, o passado é algo translúcido, o que não consigo enxergar, ou lembrar... O que era antes e o outrora?? O que era a noite antes deste dia? O que era ser inteira sem ter sentido essa alegria?
O que é o agora, com essa alegria e angústia que me aflora? O que é a beleza hedionda de te amar? O que é o lindo pavor de te imaginar em todas as horas? O que é deixar em ti uma parte de mim?
Amar é desvanecer-se de si mesmo, fenecer o seu próprio eu, é sofrer essa metamorfose sem perceber, é gostar de sofrer, é deixar se levar para um novo amanhecer.
Eu que não queria ser metade sem você, é só porque eu queria ser completa com você bem perto.