terça-feira, 22 de abril de 2014

E eu que queria ser Fernando Pessoa...

            E Fernando Pessoa dizia que, "toda carta de amor é idiota, se não for idiota certamente não é carta de amor". Então coloco aqui uma epístola idiota justamente por falar de amor.
__

- Passar a amar-te foi a minha emancipação, foi conquistar a liberdade de aprisionar-me a algo bom. E já não era mais eu, era você se fixando cada vez mais em mim, nos meus dias, na minha rotina, naquilo que outrora eu ousava chamar de vida. Veja bem como passou a ser intrigante lhe amar, pois ao mesmo tempo, uma parte de mim é você, uma outra depende diretamente de você e outra parte é para você. Já não tenho certeza se posso viver sem ti.
__

 -Todo dia há a soma de você comigo, e o resultado dessa soma não é uma exceção às outras somas do mundo, mas é uma outra e nova possibilidade, é um outro e novo caminho, é um caminho que se trilha na minha aceitação de suas virtudes existentes não aceitáveis por você, e também na sua aceitação de minhas virtudes não aceitáveis por mim, e na aceitação de nossas virtudes imaginárias, ou reais, mas que para nós não são aceitáveis. Sobretudo é lidar com as infâmias (que no amor são inexistentes). Trilhar esse caminho contigo é como sonhar, é festejar e não cansar... cansar nunca; descansar sempre, descansar minha agitação, meu alvoroço e minhas Quermesses na mansidão das horas serenas que fico em sua companhia. Não, essas horas não são serenas pois há uma folia em mim quando estou perto de você.
__

 -Tendo-lhe como amor nasce a inspiração para tentar compor cantigas de amigo, de amor, de escárnio e maldizer. É dar-lhe um amor realista e receber um em troca um amor romanticista ("Alencadista"). É odiar amar as contradições do outro, é amar odiar a distância que nos separa. É fazer da saudade a nossa fiel amiga e escudeira, é de alguma forma convertê-la em combustível para o amor. É querer lhe dizer todas as palavras já ditas e não ditas, mas resumir tudo em um : "Eu te amo" e mesmo assim achar que não é suficiente para você e para mim. É querer nomear o que você sente com um novo nome, pois achamos que o que sentimos já está além do amor. Mas é amor, unido a tantas outras coisas....
__

 - Descobri um melhor sentindo para mim quando percebi que amo você, tudo de certa forma passou a ser mais... bonito.Foi como se tudo estivesse mais claro, e colorido, é como se eu houvesse encontrado o paraíso, e achado um sentimento tão forte que me une a ti mesmo que você esteja longe.
__

- A certeza desta vida, agora sim, vida, é querer trilhar esse caminho com você durante muito tempo. Mas, como muito tempo se a vida é curta? A vida é curta, a saudade é longa, mas o meu amor por você dura para sempre, e dentro do nosso conceito de sempre trilharemos nosso caminho até que a minha vida se esvaia...

sexta-feira, 7 de março de 2014

A vida é bela e está em cartaz!

   Há quem maldiz esse espetáculo chamado vida. A verdade que nem sempre a vida é espetacular; nem sempre soa agradável, nem sempre é tão doce, tão perfumada, tão fácil de ser levada.
   Ahhh a vida, vida comida, vida bebida, vida dormida, vida trabalhada, vida amorizada, Ah vida Vivida!
   Escancare a sua vida em cada rua, em cada beco, em cada esquina, em cada praça, prédio, casa, loja, em cada outdoor... E nos outdoors da vida faça um convite a tantas outras gente vividas, dispostas a levar a vida, de forma mais simples, porém não reduzida. Reduzida sim, redução daquilo que impeça essa vivificação.
   Viva a vida hoje, agora, amanhã, sempre. Viva e exista, exista e viva, decore o acaso da vida na ponta da língua, aprecie os minis e o macros, tome para si todos os detalhes. E de detalhes em detalhes formaremos o mais belo espetáculo... Ahh sim, ela é um espetáculo, um espetáculo grande e belo, e ele está em cartaz!

segunda-feira, 3 de março de 2014

Eu que queria ser Fred Sommer...

Acordar de manhã, fazer tudo e não ir à varanda,
Acordar, levar o seu pensamento a alguém, sem levantar da cama,
Imaginar um milhão de situações, sem despir seu pijama.

Levanta, a mediocridade te espera!
Na sala, no banheiro, na cozinha, aonde quer que vá.
Correm as horas, um aborrecimento aqui e outro lá,
Como escape, pega seu notebook, e esconde-te desta fera!

Ao findar o meio dia, já estás cheio de coisas vazias,
Cheio de hipocrisias, mentiras... mentiras...
Participa de tudo sendo espectador,
Sentado em algum lugar dando vida a esse filme de horror.

Passa-lhe o tempo, escreve uns versos confessos
Que aqui nos parecem sem nexo.
Escreve, reverte, inverte, concerte e não se conserte
Passas-te muito tempo nesse passa-tempo totalmente inerte.

O dia correu, nada aconteceu,
A intensa luz do dia, deu lugar ao breu.
E durante esse tempo sua mente não esteve atenta
Que a vida é curta demais para ser pequena.

Se trocou, deitou, sonhou acordado,
Fez realizações de algo jamais tentado.
Respirou, fechou os olhos e dormiu,
Realizou durante o dia tudo aquilo que a cabeça não pediu.